sexta-feira, 13 de setembro de 2013
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
A Bíblia e a primavera
Deus se revela ao homem
O mês de setembro chega trazendo a primavera ao nosso hemisfério e, junto com a beleza do tempo, o tema da Sagrada Escritura. O fato de celebrarmos, no dia 30 de setembro, o dia do patrono dos estudos bíblicos, São Jerônimo, fez com que pudéssemos aprofundar esse tema durante este período. Setembro é o mês da Bíblia, sendo que, no último domingo, comemora-se o Dia Nacional da Bíblia.
A leitura orante da Bíblia ou a lectio divina aos poucos vai entrando na realidade de nosso povo, que passa a colocar a Palavra de Deus como início da reflexão que vai iluminar a realidade das pessoas. São passos que, pouco a pouco, os grupos e comunidades começam a dar, sempre em torno da Sagrada Escritura. Ela nos traz a revelação de Deus para a nossa salvação.
Na Sua misericórdia e sabedoria, quis Deus revelar-se a si mesmo a nós na pessoa de Cristo e pela unção do Espírito Santo para que tivéssemos acesso a Ele e participássemos de Sua glória.
Deus se revela ao homem e o convida a partir para uma terra desconhecida que lhe seria mostrada. Nessa caminhada, o Senhor vai se mostrando, revelando-se aos que creem e, quando é chegado o tempo, a revelação se completa em Cristo, a Palavra de Deus: "No principio era a Palavra e a Palavra estava em Deus, e a Palavra era Deus... E a Palavra se fez carne e veio morar entre nós” (Jo 1,1.14).
Por Cristo, somos glorificados! E todos nós que recebemos a Palavra e nela acreditamos, tornamo-nos filhos de Deus. Esse caminho Deus faz conosco. Respeita o nosso crescimento intelectual e volitivo, seja na nossa capacidade pessoal, seja na evolução cultural do grupamento humano, de tal forma que podemos sentir em nós mesmos a caminhada do povo de Deus.
A Bíblia é o relato da manifestação do amor de Deus que, gradativamente, nos leva por Cristo, em Cristo e com Cristo à intimidade da vida divina e, como consequência, a uma nova vida, fermento de um mundo novo.
Dom Orani João Tempesta, O. Cist
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Entenda porque a Bíblia deve ter lugar de destaque na família
"A Bíblia deveria ter em cada
família um lugar de destaque". A afirmação é do presidente da Comissão
Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, Dom João Carlos Petrini.
No mês dedicado à Sagrada
Escritura, o bispo explica que a Palavra de Deus não deve ficar em uma
gaveta, mas sim em um lugar de fácil acesso. "De tal maneira que se crie
pouco a pouco o hábito de chegar e ler meia página e depois, ao invés
de comentar a fofoca dos artistas é muito melhor ler a Palavra de Deus".
Dom Petrini aponta dois caminhos
para que a família inclua a Bíblia no seu dia a dia: o 1º é que se reúna
por alguns minutos para ler 2, 3 ou 4 versículos. "Não precisa fazer
grandes reuniões", destaca. Ele orienta especialmente a leitura de
textos do Novo Testamento, por ter uma linguagem mais direta. O 2º é que
se leia trechos do Evangelho que sejam significativos na vida do casal,
como por exemplo recordar o Evangelho lido no dia do casamento.
Para o bispo, os frutos desta
prática são inúmeros. Ele chama atenção para a violência que tem
crescido não só nas grandes cidades, mas também dentro de casa e afirma
que a pessoa que reza tem um coração mais manso.
"A pessoa que está ligada a Deus
tem uma atitude mais amorosa, a pessoa que se alimenta da Palavra de
Deus é claro que tem uma maneira mais atenta, tem mais disponibilidade
para acolher, perdoar."
Para que a Palavra de Deus chegue
a se tornar um ponto de referência para as famílias, Dom Petrini
explica que ela deve ser ouvida, lida, mastigada e ruminada. “Aquela
Palavra de Deus, suponhamos, lida durante o café, em dois minutos antes
de sair de casa, ainda nos acompanha, é aí é que se torna uma luz que
ilumina a inteligência, sabedoria que orienta o coração para posturas
mais equilibradas no trato com as outras pessoas”.
O bispo reconhece que os
problemas enfrentados pelas famílias são grandes e que ninguém fica
isento, mas defende que a sabedoria do Evangelho faz diferença.
Educação dos filhos na fé
“A
educação dos filhos acontece de duas maneiras e jamais deve ser
delegada, terceirizada”, defende o presidente da Comissão Episcopal
Pastoral para a Vida e Família da CNBB. “A educação dos filhos,
especialmente no que é mais importante, por exemplo, a fé em Jesus
Cristo, é tarefa especifica dos pais”, complementa.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
Dia da Pátria e de oração pela Paz na Síria e no Oriente
Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)
Bispo de Campos (RJ)
Sexta feira, dia 7, os católicos celebraremos o Dia da Independência com
um coração cheio de orgulho e gratidão por pertencermos a esta terra
abençoada da Santa Cruz. Data que nos chama a reflexão e ao
comprometimento cívico e patriótico, pois não a honraríamos corretamente
com sentimentos ufanistas ou de adesão a um nacionalismo agressivo, mas
um verdadeiro amor a Pátria, exige a luta e o empenho pela conquista de
uma cidadania plena para todos/as, a erradicação da miséria e a
eliminação da corrupção na política e na sociedade inteira.
Nos unimos ao grito dos excluídos que trás como lema: "Juventude que
ousa lutar, construtora de um projeto popular"; fazendo ecoar as
manifestações que iniciaram em junho de 2013, que anseiam uma renovação
estrutural no pais e na sociedade. A independência não é apenas uma
data, mas um processo e uma caminhada, que nos leva a forjar e gerar
entre nós, uma soberania nacional, cada vez mais forte, respeitada e
integral, testemunha e sinal de uma brasilianidade autêntica e fecunda,
voltada para ser entre as nações exemplo de paz, inclusão e justiça.
Mas junto a prece pela Pátria, queremos atender o apelo do Papa
Francisco de na Véspera da Natividade de Maria Santíssima Rainha da Paz,
fazer jejum e rezar pela paz na Síria, no Oriente Médio e no mundo
inteiro. A paz depende da boa vontade de todos os membros da humanidade,
de tentar resolver os conflitos pela via da negociação e do diálogo,
procurando soluções justas que beneficiem a todos os envolvidos, pois a
via da guerra e da violência só multiplicará a destruição e o ódio."
Peçamos a Maria nos ajude a responder à violência, ao conflito e à
guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é a mãe,
que Ela nos ajude a encontrar a paz, todos nós somos seus filhos!
Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a
construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do
encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!" Deus seja
louvado!
segunda-feira, 2 de setembro de 2013
Setembro, mês da Bíblia
Ler e meditar a Bíblia
Isso faz a diferença
É preciso ter discernimento para ler, compreender e viver a mensagem bíblica. Não se deve levar tudo ao pé da letra. O exemplo de Jesus vai muito além do que aparece na palavra escrita, pois seria muito estranho seguir a ordem dada por Jesus: "Se tua mão te escandaliza, corta-a".
Os católicos estão lendo cada vez mais a Palavra de Deus e isso tem feito a diferença. No dia a dia, somos bombardeados com mensagens bem pouco edificantes, as quais, geralmente, incentivam a violência, o egoísmo e a exploração do outro. Entretanto, podemos encontrar na Bíblia mensagens repletas de sabedoria, capazes de nos orientar, estimular sentimentos e ações que constroem uma vida de qualidade. A leitura da Bíblia traz luz e direção ao projeto de vida de cada um, introduzindo lentamente na mentalidade do homem que a lê um modo de pensar diferente da maioria das pessoas. Ele recebe mensagens novas, guiadas pela sabedoria e pela força de Deus.
Com o passar dos anos, a teologia cristã foi se afastando da Bíblia, mas, a partir do Concílio Vaticano II, no documento Dei Verbum, a Bíblia foi reconduzida ao centro da vida da Igreja. O Documento de Aparecida também apresenta uma retomada dos textos bíblicos e está repleto deles. É o novo rosto da Igreja que quer ser cada vez mais parecida com as comunidades apresentadas nos primeiros capítulos dos Atos dos Apóstolos e com aquela sonhada por João Paulo II no documento Novo Millennio Ineunte como expressão da unidade dos cristãos em Cristo.
A lei do mundo vai na contramão da lei de todo discípulo de Jesus. A todo momento, somos incentivados a aproveitar a vida de forma egoísta, vivendo o hoje sem pensar no próximo, amando apenas a nós mesmos e esquecendo-se de amar a Deus. Ouvimos todos os dias essas mensagens e, se não ouvimos ou lemos algo diferente, a lei do mundo acaba prevalecendo e nos perdemos facilmente.
Se amar Deus e o próximo é toda a lei do discípulo de Jesus, a Bíblia lembra que este é o caminho para ser um cristão de elite, bom, santo, feliz.
O que você acha que prevalecerá em sua vida: a lei de Deus ou a lei do mundo? Com certeza, aquele que assiste a qualquer programa e lê qualquer revista ficará com a lei do mundo e será mais um entre tantos anônimos.
Padre Mário Bonatti
Sacerdote Salesiano de Dom Bosco
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