sexta-feira, 8 de março de 2013

CNBB emite nota por ocasião do Dia Internacional da Mulher


Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunidos em Brasília (DF), de 05 a 07 de março, queremos homenagear todas as mulheres por ocasião do Dia Internacional da Mulher - 8 de março. Neste dia, em particular, "a Igreja agradece todas as manifestações do 'gênio' feminino surgidas no curso da história, no meio de todos os povos e Nações; agradece todos os carismas que o Espírito Santo concede às mulheres na história do Povo de Deus, todas as vitórias que deve à sua fé, esperança e caridade; agradece todos os frutos de santidade feminina" (Beato João Paulo II, A Dignidade da Mulher, n. 31).

Saudamos e agradecemos, de modo especial, às mulheres que, por sua vocação, missão e empenho na superação de todo tipo de violência, possibilitam a construção de uma cultura de paz no ambiente familiar e social. Reconhecemos que, "face a inúmeras situações de violência e tragédias, são quase sempre as mulheres que mantêm intacta a dignidade humana, defendem a família e tutelam os valores culturais e religiosos" e apontam sinais de esperança, como falou Bento XVI (Angola, 2009).

Ao mesmo tempo, lamentamos que ainda persistam situações em que a mulher seja discriminada ou subestimada por ser mulher. A Igreja, por sua missão, une-se a todas as pessoas de boa vontade para eliminar as pressões familiares e os argumentos sociais, culturais e até mesmo religiosos, que usam a diferença dos sexos para justificar atos de violência contra a mulher, tornando-a objeto de atrocidades e de exploração.

Alegra a todos nós e à sociedade constatar que, cada dia mais, cresce a consciência da dignidade e do papel da mulher, que fortalece seu protagonismo marcante e significativo na vida política, social, econômica, cultural e religiosa da sociedade brasileira.

Merecem, ainda, nosso reconhecimento e gratidão, a dinâmica presença e a atuação das mulheres na vida e na ação evangelizadora da Igreja, expressa pela sua vocação vivida no exercício dos vários ministérios, organismos, pastorais e serviços na construção do Reino de Deus no hoje de nossa história.

Desejamos que, no cuidado da vida e no exercício da caridade e da cidadania, as mulheres continuem sendo testemunho de perseverança nos caminhos que conduzem à justiça e à paz.

Nossa Senhora Aparecida, Mãe de Jesus e nossa, modelo de mulher, mãe, esposa e trabalhadora, ilumine e proteja as mulheres de nosso país.
Brasília (DF), 07 de março de 2013.
 
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Presidente da CNBB em exercício

Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa
Vice-presidente da CNBB em exercício

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília
Secretário geral da CNBB
 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Como surgiu o Conclave?

Conheça um pouco mais sobre a história do Conclave

O Conclave é o processo eleitoral mais antigo do mundo. Trata-se de um retiro espiritual onde os cardeais, em clausura e sob a orientação do Espírito Santo, fazem a pergunta: Quem, dentre nós, é o mais preparado para assumir a Cátedra de Pedro?

Para falar da origem do Conclave devemos voltar ao século XIII em Viterbo, uma cidade ao norte de Roma que pertencia aos estados pontifícios. Mas qual a relação desta cidade com os Cardeais que elegem o Papa?

No ano de 1268, quando morreu Clemente IV, 17 Cardeais se reuniram para eleger o novo Pontífice. Eles precisavam de uma maioria de 12 votos, mas durante três anos não conseguiram chegar a este número. Isso não é estranho, porque naquela época era grande a buscar por poder e prestígio dentro da Igreja.

Em Viterbo, os Cardeais estavam tranquilos, porque se deram conta de que eles é que governavam a Igreja. Tinham a sua disposição mais de 300 súditos e eram servidos com honrarias.

Esta comodidade começou a irritar a população. Foi então que São Boaventura aconselhou a população a trancar os prelados no Palácio Episcopal para que não tivessem influências externas e assim pudessem escolher logo um Papa. Mas não deu certo, os prelados não chegavam a um acordo.

Conta-se que um dos Cardeais disse: “Vocês pensam que o Espírito Santo desce facilmente neste lugar?”. Foi então que o prefeito da cidade, Alberto de Montebono, junto com o chefe militar Raniero Galli, disse: “Então nós vamos ajudar o Espírito Santo”. E mandou destelhar o Palácio Episcopal.

Palácio dos Papas em Viterbo, Italia. Local onde a população trancou os Cardeais em Conclave

Mesmo trancados num palácio sem teto, os Cardeais não cederam à pressão da população e fizeram tendas com seus mantos. Foi então que outra inspiração surgiu por parte dos moradores de Viterbo: tirar a água e reduzir a alimentação.

Um pergaminho da época chamado Ex Palatium Descoperto (escrito no palácio descoberto), conta que o Cardeal de Susa ficou doente e os Cardeais escreveram às autoridades da cidade dizendo: “permitam, ao menos, que o Cardeal morra fora deste conclave”. Daí surge o nome Conclave, que quer dizer ‘Com Chaves’.

Os Cardeais, pressionados então pela fome e sede, decidiram eleger um Papa, alguém que não estava entre eles, o arquidiácono de Liége, Teobaldo Visconti, que tomou o nome de Gregório X.

No seu pontificado, Gregório X convocou o Concílio de Lion e promulgou novas leis para a eleição do Papa. No entanto foi Celestino V que em 1294 promulgou três Bulas, restabelecendo o Conclave como modus eligendi Romanum Pontificem (modo de eleição do Romano Pontífice). O mesmo fez seu sucessor Bonifácio VIII.

"Habemus Papam": conheça o cardeal que anunciará o novo Papa

 
Enquanto os cardeais seguem com os preparativos para o conclave, ainda sem data definida, muitos assuntos estão sendo tratados nas congregações gerais. Não se sabe quem será o eleito, quando será, de que nacionalidade, quantos anos terá o novo Papa. Sabe-se apenas que esta será anunciado oficialmente pelo cardeal Tauran, de 69 anos.

O cardeal-diácono Jean-Louis Tauran há 23 anos trabalha no Vaticano onde já atuou destacando-se na diplomacia, no arquivo e biblioteca vaticana e atualmente preside o Pontifício Conselho para o Diálogo Inter-religioso. Cabe a ele o “Habemus Papam” que apresentará à Igreja e ao mundo o Sumo Pontífice.

Nasceu em Bourdeaux, na França, foi ordenado sacerdote aos 26 anos de idade em 20 de setembro de 1969. Em 1991 foi ordenado bispo e 21 de outubro de 2003 foi criado cardeal pelo Papa beato João Paulo II.

O francês foi nomeado cardeal protodiácono (primeiro diácono) em 11 de fevereiro de 2011 pelo Papa Bento XVI. A nomeação outorga ao cardeal a missão de anunciar o nome do cardeal eleito como novo Papa que tradicionalmente se realiza da varanda central da Basílica de São Pedro, no Vaticano. Tarefa esta que lhe é conferida pelo Código do Direito Canônico (n° 355.2)  de “ anunciar ao povo o nome do novo Sumo Pontífice eleito”.

Outro momento importante de atuação do cardeal Tauran será durante a missa de inicio do novo Pontificado. Nela o cardeal protodiácono impõe o pálio, uma insígnia litúrgica, no novo Papa. Na Páscoa e no Natal também acompanha o Sumo Pontífice durante a mensagem “urbi et orbi”, bênção papal à cidade de Roma e ao mundo. (Jefferson Souza)

Da redação do Portal Ecclesia.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Confira as orientações litúrgicas para o período de Sé Vacante


A seguir apresentamos as orientações litúrgicas para o período de Sé Vacante:

1ª. Omissão da citação do nome do Papa na oração eucarística e na Liturgia das Horas:

Durante todo o período de Sé Vacante, ou seja, desde as 16hs do dia 28 de fevereiro de 2013 até a eleição do novo Papa, se omite a citação do nome do Santo Padre na oração eucarística e o mesmo não é substituído por nenhum outro nome. Na oração da Liturgia das Horas se omitem as intercessões pelo Papa.

2ª. Oração pela eleição do Pontífice:

Durante este período, se recomenda, entretanto, que os pastores e fiéis permaneçam em oração pela eleição do novo Papa. Pode-se celebrar nos dias de semana a missa "Por várias necessidades: para a eleição do Papa" (Missal Romano), com a cor litúrgica do tempo da quaresma. Encoraja-se também realização de Hora Santa ou a recitação pública do rosário pela eleição do Papa.

3ª. Após a eleição do Santo Padre:

Como estabelece a Constituição Apostólica 'Universi Dominici Gregis: "Depois da aceitação, o eleito que tenha já recebido a ordenação episcopal, é imediatamente o bispo da Igreja de Roma, verdadeiro Papa e cabeça do colégio episcopal; e adquire efetivamente o poder pleno e absoluto sobre a Igreja universal, e pode exercê-lo. Se, pelo contrário, o eleito não possuir o caráter episcopal, seja imediatamente ordenado bispo".

Assim sendo, a partir do momento do anúncio da eleição do Pontífice, toda a Igreja passa a recordar do Papa como de costume.

Fonte: CNBB

Bento XVI entregou o anel do pescador enquanto continuam os preparativos do conclave


Bento XVI entregou neste sábado o anel do pescador que levou durante todo o papado como sucessor de Pedro e passa já seus primeiros dias na residência do Castel Gandolfo, enquanto na Santa Sé continuam os preparativos do conclave que escolherá o seu sucessor.

O porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, anunciou que "a secretaria de Estado procedeu a entregar o anel à Câmara Apostólica" mas reiterou que a peça dourada não será destruída, mas sim "anulada" nos próximos dias. O anel é um símbolo do papado e seu portador pode escolher o que levava seu predecessor, ou confeccionar um novo.

Lombardi aproveitou para reiterar a "coragem" demonstrada por Bento XVI com sua renúncia, similar à exibida por seu predecessor, João Paulo II, que também mostrou valor ao permanecer no pontificado até seus últimos dias.

"Se o Papa Wojtyla deu, com valentia admirável aos olhos do mundo, o testemunho de sua fé em meio aos sofrimentos da enfermidade, o Papa Ratzinger, com o mesmo valor, deu-nos o testemunho de aceitação ante Deus dos limites da velhice e discernimento no exercício da responsabilidade que Deus lhe havia confiado", indicou.

O anel será anulado na Capela Sistina, como parte dos preparativos do conclave que escolherá o novo Papa. "Na capela ainda há visitantes", explicou Lombardi, "e o início destes trabalhos não se espera para antes da segunda-feira", no início das congregações gerais dos cardeais, reunião na qual se tomará a decisão formal sobre o anel.

Fonte: ACI Digital